Ana Balesca
As crianças, o brincar e os brinquedos.

Quando se decide ter filhos está, intrinsecamente, a decisão de acompanhar e reconhecer cada fase que a criança desenvolve. Não é uma tarefa fácil, pois nem sempre estamos preparados como o supomos, e nem temos o tempo integral disponível para essa árdua e preciosa missão que permite à criança desenvolver-se integralmente, ou seja, corpo, mente e espirito com equilíbrio e em conexão com a natureza. Mas também nós, pais, mães, avós, tias e tios, nos revelarmos como seres que são as referências primárias de nossos tesouros, de nossas preciosidades.

O que pretendo neste espaço é apresentar alternativas de brinquedos para as fases iniciais do desenvolvimento da criança, pois, desde que se nasce, a criança está experimentando as diferentes texturas existentes em torno dela, e, quanto mais variadas elas forem, tanto melhor será seu desenvolvimento perceptivo de mundo; é aos pais que cabe a difícil tarefa de encontrar, entre a abundância de variedades disponíveis, o brinquedo certo.

"Se a criança é capaz de se entregar por inteiro ao mundo ao seu redor em sua brincadeira, então, em sua vida adulta, será capaz de se dedicar com confiança e força a serviço do mundo." Rudolf Steiner
Bolas tricotadas com amor em cada ponto com guizo 100% lã. Ideais para crianças da primeira infância.

A Pedagogia Waldorf entrou pela porta da frente em minha vida

Quando conheci Gi Nascimento, companheiro de jornada com quem tenho três preciosos tesouros, não imaginei o universo de possibilidades em que estava adentrando. Foi com minha sogra que conheci um espaço mágico daqueles que podemos chamar de “infinitas possibilidades”, a Escola Waldorf com sua pedagogia embasada na concepção de mundo e de Ser Humano desenvolvida pelo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), ele, que foi, e é, educador,  filósofo, fundador da antroposofia e da medicina antroposófica.  Sua filosofia entende o ser humano como ente físico, espiritual e anímico, sua prática propõe “desabrochar progressivamente as capacidades humanas presentes nesses três âmbitos,” nas mais de 60 escolas espalhadas pelo mundo.

Escola Waldorf, Florianópolis, SC

Rudolf Steiner nos diz: “A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.”

A deferência que faço à escola e à sua pedagogia é efeito da importância que esta teve e tem em minha vida,  o contato com ela, a sutileza de como me foi apresentada impactou, sobremaneira, minha existência, mudou minha percepção e concepção de mundo, e como artesã, me fez sonhar entusiasticamente.

Sempre gostei de tecer com fios diferentes, mas eu não tinha encontrado um nicho ao qual me identificasse. 

Você pode encontrar todas as publicações GRATUITAS AQUI

Tenha um lindo dia e gratidão pela leitura ❤️

Desejos calorosos,

Ana Balesca 

Das abóboras, dos pães e das memórias

Das abóboras, dos pães e das memórias

A princípio, a abóbora se trata de uma hortaliça encontrada originalmente no Novo Mundo, entre os Povos Ameríndios. Na classificação botânica as abóboras pertencem à Família das Cucurbitaceae. O gênero Cucurbita compreende 27 espécies conhecidas, das quais cinco espécies são as mais  cultivadas: Cucurbita pepo, Cucurbita maxima, Cucurbita moschata, Cucurbita argyrosperma e  Cucúrbita ficifolia. Em nosso texto escolhemos a Cucurbita pepo por ser a mais antiga quanto à origem da espécie, em escavações arqueológicas foram encontrados alguns vestígios que datam de 8750 a.C. a 700 d.C.  no vale de Oaxaca, México, e em 7000 a.C. a 500d.c nas grutas de Ocampo em Tamaulipas, 4000 a.C. onde hoje se localiza o Missouri e em 1400 a.C. onde está situado Mississipi.  

Quando os portugueses chegaram ao Novo Mundo, a abóbora era a terceira fonte de alimento entre os povos indígenas,  a mandioca e o milho a antecediam, e foram os portugueses que levaram a abóbora à Europa, não muito tempos depois, a abóbora ocupava o lugar do nabo nas festividades de Samhaim, quando, na Irlanda, se usavam velas acessas dentro de abóboras com rostos entalhados relacionados ao folclore irlandês que pode ter dado origem, na América do Norte, ao Halloween.

A abundância

A abóbora também é símbolo de abundância e de prosperidade, um dos maiores frutos da terra possui grande quantidade de sementes gera a ideia de vasta descendência, essa é uma das razões pela qual a consideravam na China, como o primeiro dos legumes, o imperador dos vegetais. Alimenta de maneira abundante, generosa, substanciosa, nutritiva e versátil em suas aplicações na culinária, cabendo bem em  caldos, em chimias, e assadas em forno, ou ao redor de fogueiras, como provavelmente eram cozidas em tempos imemoriais.

Como a abóbora, o trigo foi introduzido ao cardápio alimentar do ser humano por volta de 7000 anos a. C., na região do Oriente Médio e Egito, chegando a ser utilizado como moeda de troca entre os povos. Acredita-se que com esse cereal tenha sido possível o desenvolvimento de sociedades em grandes aglomerações de seres humanos, fato que propiciaria a organização das civilizações que nos deixam legados até hoje.

Dos pães

De todas as memórias relacionadas a sabores e aromas da produção de pão caseiro, aquelas que me levam à infância na casa de minha nona em que eu assistia tios e tias reunidos para amassar o pão em família, foram as de maior alegria, principalmente quando na hora de retirar os pães quentes do forno de barro, algo muito especial que veio a se repetir em minha vida adulta na casa de minha sogra, onde também, em família, faziam pães para consumo e venda.

Com eles, em 2002, aprendi a fazer o pão integral com arroz integral, que é, com certeza, um dos mais nutritivos e saborosos que conheço, tornando-se uma receita de tradição em nossa família desde então.

Mas o pão também tem sua história, que começa com a domesticação do trigo na Mesopotâmia, região do atual Iraque. No entanto, o pão era feito sem fermentação pelos habitantes que lá viviam há cerca de sete mil anos atrás, a fermentação surgiu entre os egípcios a partir do cozimento do pão em forno de barro, historicamente são eles os inventores do pão fermentado e assado em forno. Aliás, atribuem-se aos egípcios as primeiras padarias com as quais ganharam fama no mundo mediterrâneo, tornando-se conhecidos como “os comedores de pão”.

Na Europa, era hábito a mãe dar de presente para a filha que se casava uma porção de “pão velho” , exemplo que seria seguido pela filha com sua descendência. Ao se passar à geração seguinte o fermento, estava se transmitindo todo um conhecimento de abundância, generosidade e de alimento de geração em geração.

“Até que se mude o comportamento, tudo se repete. Mas é você quem muda, não o outro. Você é o  sujeito e autor da ação. Ação é atitude, posicionamento frente ao que já se decidiu, assumindo a responsabilidade de ser quem se manifeste com a autoridade que lhe compete. Somos os co-criadores com a divindade, somos aprendizes de deuses.”

Ana Balesca 

Como alimentos que se traduzem em abundância, a abóbora e o pão estão ligados as festividades das quais nos recordamos com mais familiaridade em razão das pessoas com as quais compartilhamos nossas histórias e nossas vivências. O próximo evento de festividades é o Feriado de Finados ou Dia de Todos os Mortos,  temos em várias tradições culturais a oportunidade de vivenciamos novas experiências, é um momento para nos encontrarmos e nos despedirmos de antigos hábitos, de velhos fantasmas, revivendo e transformando com o lúdico da atmosfera do possível e do impossível a conexão com a Ancestralidade, a Gratidão para com nossos queridos ancestrais familiares. Inspirada na tradição do Samhaim sugiro alimentação leve para essa jornada, como na receita a seguir

Sugestão de Receita

Abóbora recheada

Ingredientes

1 abóbora hokkaido pequena

sal

Na sequência

Lave bem a abóbora inteira e corte uma “tampa” na parte superior da abóbora, retire as sementes, passe sal por dentro e por fora e leve para cozinhar na panela de pressão com um cálice de água, por 15 minutos. Abra a panela e verifique a consistência e a quantidade de água que sobrou. Se macia, está pronta. Se firme, mais 10 minutos. Desligue e reserve.
 

Recheio 

  • 1/2 abóbora pequena descascadas e picadas em cubos
  • 2 dentes de alho picados miúdos
  • 1 pedaço pequeno de canela em pau
  • 1 cebola pequena cortada em lâminas
  • 200 ml de água fervente
  • sal e azeite a gosto 

Como fazer o recheio
Em uma panela aqueça o azeite com a canela, refogue o alho, acrescente a abóbora picada e o sal. Deixe cozinhar até a abóbora desmanchar. 

  • Retire a canela e bata no liquidificador com água quente.
  •  Enquanto a abóbora cozinha, refogue com azeite e sal a cebola, cortadas em lâminas até ficarem douradas, sem queimar. Reserve.
  • Junte o creme de abóbora, mexa bem, acerte o sal.
Montagem do prato:
Retire a abóbora da panela de pressão com cuidado para não quebrá-la. Coloque-a num recipiente em que possa mantê-la aquecida.  Despeje o creme com as lâminas de cebola na abóbora. Ótimo Apetite!
 

Tenha um dia agradável e

Gratidão pela leitura ❤️

Com o propósito de Conhecer, Entender e Aprender,

Ana Balesca

Caponata

Sobre a Caponata

Um prato da culinária da ilha de Sicília, Itália, a Caponata é, originalmente, um refogado de berinjelas cortadas em cubo, acrescentando-se, durante o cozimento azeite de oliva, cebola, alcaparras vinagre e açúcar. Deduz-se que a Caponata fosse de consumo rápido, embora o uso do vinagre e açúcar tenha ação de conservante para períodos de prolongada escassez de alimentos frescos.

De acordo com Clifford A. Wright,  especialista em culinária Mediterrânea, a Caponata pode ter origem espanhola, “o prato é derivado da palavra catalã caponada, significando um tipo semelhante de sabor” aparecendo pela primeira vez em uma etimologia siciliana em 1709, de onde capon, a raiz da palavra, faz parte da expressão “capon da galera”, prato geralmente servido a bordo dos navios espanhóis.

Fontes

Caponata pronta, bom apetite!
Caponata pronta, bom apetite!
caponata ana balesca

Cozinha rápida, prática e saborosa!

Sua receita pronta em 40 minutos.

Receita: Caponata

Ingredientes

1 berinjela de tamanho médio

1 cebola média

1 pimentão médio verde 

1 pimentão médio amarelo

1 pimentão médio vermelho 

2 dentes de alho picados miudinhos

1 colher de sopa de orégano

2 folhas de louro

azeite de oliva generosamente

sal a gosto

1 tomate grande opcional 

Modo de Fazer

Corte em cubos os legumes e coloque em um refratário, junte  o alho picado miudinho, o orégano, o louro e o sal. Misturar bem, regando generosamente com azeite de oliva, depois cubra o refratário com papel alumínio. Leve ao forno por 20 minutos à temperatura de 200 graus. Depois, retire o papel alumínio e deixei assar por mais 20 minutos aproximadamente à 180 graus. Verifique o ponto com cuidado para que a Caponata não queime no refratário, mas não mexa durante o cozimento.

Armazene em frasco de vidro limpo e esterilizado na geladeira pois não há conservantes.

Sugestão

A Caponata é um ótimo acompanhamento de sanduíches, torradas e massas. Estará a sua disposição uma refeição nutritiva.

Conte-me via e-mail como ficou a sua receita. Amo Histórias! Vou gostar de ler a Sua!

Tenha um lindo dia e gratidão pela leitura ❤️

Desejos calorosos,

Ana Balesca 

Crepioca com geleia de morango

Cozinha rápida, prática e saborosa!

Seu lanche em 15 minutos!

Receita: Crepioca

Ingredientes

1 ovo

2 colheres de sopa de tapioca

Como fazer

Misture o ovo com a tapioca até ficar numa consistência homogênea. Aqueça uma frigideira, regue com azeite de sua preferência e despeje a mistura quando tudo estiver bem quente.

É como fazer uma panqueca, cozinhe os dois lados da crepioca.

Rendimento: 1 unidade

Sugiro servir com geleia de morango! É uma delícia! E a receita segue abaixo.

geleia morango ana balesca

Receita: Geleia de Morango

Ingredientes

500 g de morangos, de preferência orgânicos, lavados e picados em cubos pequenos;

100 g de açúcar mascavo.

Como fazer

Coloque os morangos lavados e picados em cubos pequenos numa panela,  leve ao fogo baixo por 10 minutos, (observando e mexendo para não grudar no fundo da panela). Acrescente o mascavo, misture e deixe cozinhá-lo por mais 5 minutos. Desligue o fogo e deixe esfriar, armazene em seu frasco preferido limpo e esterilizado, na geladeira. Bom apetite!

Rendimento: 385 g

Conte-me aqui nos comentários ou via e-mail  como ficou a sua receita. Amo Histórias! Vou gostar de conhecer a Sua!

Você pode encontrar todas as publicações GRATUITAS AQUI

Tenha um lindo dia e gratidão pela leitura ❤️

Desejos calorosos,

Ana Balesca.